PORTO EXTRAVAGANZA 2020

HOTEL PALÁCIO SETEAIS, 6, 7, 8 DE MARÇO

O MAIS FAMOSO EVENTO DE VINHOS GENEROSOS ESTÁ DE VOLTA AO PALÁCIO HOTEL SETEAIS EM SINTRA PARA ENCANTAR E DESLUMBRAR.

O EXTRAVAGANZA 2020 VOLTARÁ AO LINE UP DA 1ª EDIÇÃO (2001) E SERÃO APRESENTADAS 6 PROVAS DE VINHOS GENEROSOS PORTUGUESES (VINHOS DO PORTO, VINHOS DA MADEIRA, VINHOS DE CARCAVELOS E MOSCATEIS VELHOS DO DOURO).

TRES PROVAS TERÃO LUGAR NA PARTE DE MANHÃ NA NOVA SALA DO HOTEL SETEAIS, ” SETEAIS TASTING ROOM”. O NOVO ESPAÇO QUE PAULO CRUZ IRÁ DINAMIZAR NO FUTURO PARA OS HOSPEDES DO HOTEL E EVENTOS ESPECIAIS.

AS OUTRAS PROVAS TERÃO LUGAR NO SALÃO NOBRE , UMA SALA MITICA E MÁGICA PARA DESFRUTAR ALGUNS DOS MELHORES VINHOS DO MUNDO…E QUE SÃO PORTUGUESES!

PROVA DE VINHOS DO PORTO “JURÁSSICOS”, DIA 6 DE MARÇO 11.30 H

OITO EXEMPLARES DO QUE DE MELHOR SE PRODUZ NO DOURO VINHATEIRO…VINHOS FINOS DO DOURO E VINHOS DO PORTO. PROVA COMENTADA PELO ETERNO PROFESSOR (?) E PELO FIEL ALUNO (PAULO CRUZ). UMA VIAGEM NO TEMPO COM ALGUMAS PRECIOSIDADES EM PROVA.

  • VINO FINO DO DOURO BRANCO MUITO VELHO
  • VINHO FINO DO DOURO + 150 ANOS
  • BURMESTER NOVIDADE 1890
  • NIEPOORT COLHEITA 1912
  • GRAHAM´S VINTAGE 1945
  • …E MAIS TRES JURÁSSICOS.

PROVA DE VINHOS DO PORTO FERREIRA, VERTICAL 1863 – 2017 DIA 6 DE MARÇO, 16,00 H / 19,00

PROVA DE VINHOS DO PORTO FERREIRA, APRESENTADA POR LUIS SOTOMAYOR, NOVE VINTAGES IRÃO SER PROVADOS E CONSAGRADOS, NUMA PROVA INÉDITA E EXCLUSIVA.

  • FERREIRA VINTAGE 1863
  • VINTAGE 1934
  • VINTAGE 1952
  • VINTAGE 1966
  • VINTAGE 2007
  • VINTAGE 2011
  • VINTAGE 2016
  • VINTAGE 2016 VINHAS VELHAS
  • VINTAGE 2017 QUINTA DO PORTO.

19.00 / 19.30 – APERITIVO NO ALPENDRE NO PALÁCIO COM VINHOS SOGRAPE

20.00 H, JANTAR COM MENU DE DEGUSTAÇÃO CRIADO PELO CHEF DO HOTEL, HARMONIZADO COM VINHOS SOGRAPE.

PROVA DE VINHOS MADEIRA, OITO INDISTRUTÍVEIS NECTARES EM PROVA. DIA 7 DE MARÇO, 11.30 H.

PROVA DE VINHOS MADEIRA APRESENTADA POR PAULO CRUZ E PAULO BENTO, OITO MADEIRAS INTEMPORAIS DE QUALIDADE EXCEPCIONAL, NAS VARIEDADES MALVASIA, BASTARDO, SERCIAL, VERDELHO E BUAL

  • OLIVEIRAS RESERVA VERDELHO 1905
  • BLANDY´S SERCIAL 1940
  • HENRIQUES & HENRIQUES BOAL VINTAGE 1954
  • BLANDY´S BUAL 1957
  • BARBEITO 50 ANOS BASTARDO
  • BLANDY´S MALVASIA 50 ANOS
  • HENRIQUES & HENRIQUES 50 ANOS TINTA NEGRA
  • ARTUR BARROS E SOUSA BOAL SOLERA 1940

PROVA DE VINHO DO PORTO SANDEMAN, 7 DE MARÇO, 16,00 / 19,00 H

PROVA DE VINHOS DO PORTO SANDEMAN, COMENTADA PELO ACTUAL PRESIDENTE DA CONFRARIA DE VINHO DO PORTO, ACTUALMENTE NA REFORMA…E QUE FEZ QUESTÃO DE ESTAR PRESENTE NO PORTO EXTRAVAGANZA PARA APRESENTAR A HISTORIA DA SUA FAMÍLIA (7ª GERAÇÃO) E COMENTAR OS VINHOS DO PORTO.

  • SANDEMAN 10 ANOS
  • SANDEMAN 20 ANOS
  • SANDEMAN 30 ANOS
  • SANDEMAN 40 ANOS
  • CASK 33
  • SANDEMAN VINTAGE 1977 (MAGNUM)
  • SANDEMAN QUINTA DO SEIXO 2017 (100 PONTOS)
  • SANDEMAN VINTAGE 1950
  • SANDEMAN VINTAGE 1955
  • SANDEMAN VINTAGE 1960
  • SANDEMAN VINTAGE 1994

APERITIVO NO ALPENDRE DO PALACIO 19.00 /19.30

JANTAR COM MENU DE DEGUSTAÇÃO ELABORADO PELO CHEF DO HOTEL, HARMONIZADO COM VINHOS SOGRAPE, 20,00 H

PROVA DE VINHOS CARCAVELOS ” O PASSADO E O PRESENTE”, HARMONIZAÇÃO COM CHOCOLATES, DIA 8 DE MARÇO, 11.30 H

PROVA DE VINHOS CARCAVELOS, APRESENTADA PELO ENG. ALEXANDRE LISBOA DA C.M OEIRAS. PROVA DE ALGUNS VINHOS INTEMPORAIS DA REGIÃO , QUE REMONTA AO SEC XV. PROVA DE VINHOS EM BARRICA FRANCESA E AMERICANA, PROVA DE CHOCOLATES… CARCAVELOS NÃO É SEGURAMENTE UM PARENTE POBRE DOS VINHOS GENEROSOS PORTUGUESES.

PROVA DE MOSCATEIS VELHOS DO DOURO, DIA 8 DE MARÇO 16,00 H

PROVA DE MOSCATEIS VELHOS DO DOURO, COMENTADA PELO JORNALISTA E PRODUTOR DE VINHOS PEDRO GARCIAS. VINHOS ADQUIRIDOS DIRECTAMENTE AOS PRODUTORES, UMA PROVA MEMORÁVEL DA CASTA MÃE MOSCATEL GALEGO BRANCO. UMA PROVA INÉDITA E EXCLUSIVA NO PANORAMA MUNDIAL.

  • 12 MOSCATEIS EM PROVA ORIUNDOS DE PRODUTORES, ALGUNS EM AMOSTRA DE CASCO OUTROS ENGARRAFADOS.

Informações sobre a prova, contactar Paulo Cruz 915555501

Para se inscreverem neste evento bastará fazerem uma transferência bancária para o seguinte nib:
Projecto Binho, Actividades Hoteleiras, Lda
0018 0000 4122 2258 0010 5
Enviarem o comprovativo da transferência para o seguinte e Mail:
Bar.do.binho.sintra@gmail.com

Informações sobre a prova, contactar Paulo Cruz 915555501


O Preço da prova por pessoa será de € 150,00 , O Preço do jantar (Menu de degustação com quatro pratos e vinhos do Produtor), será de € 75,00 por pessoa

Para se inscreverem neste evento bastará fazerem uma transferência bancária para o seguinte nib:
Projecto Binho, Actividades Hoteleiras, Lda
0018 0000 4122 2258 0010 5
Enviarem o comprovativo da transferência para o seguinte e Mail:
Bar.do.binho.sintra@gmail.com

“PAULO CRUZ CHOICE” LUXURY EXPERIENCE

OUTUBRO 5, 2019PAULO CRUZEDITAR

Tasting Menu – Four Plates, pairing with four wines from Lisboa Region Master Class Port Tasting – Six Ports, pairing with dark Chocolates 70% Cocoa from São Tomé e Príncipe.

COLARES MALVASIA 2014 (Colares DOC), MORGADO STA. CATHERINA ARINTO 2016 (Bucelas DOC)
MASTER CLASS PORT TASTING SIX INCREDIBLE PORTS

TASTING MENU BY CHEF HELDER DAMIÃO

PORTUGUESE FISH SOUP Pairing with Colares Malvasia 2014 Fundação Oriente (DOC Colares)

CODFISH (BRAISED CODFISH, CONFIT POTATO, CRISPY SMOKED HAM AND BELL PEPPER Pairing Morgado Sta. Catherina Arinto 2016 (DOC Bucelas)

SUCKLING PIG, CAULIFLOWER PURÉE, SPINACH AND ORANGE SAUCE, pairing with Colares Ramisco 2010 Fundação Oriente (DOC Colares)

PUDDING WITH REGIONAL APPLES, ALMOND CRUMBLE AND CINNAMON ICE CREAM, pairing with JMF Moscatel 20 years Old (DOC Moscatel de Setúbal)

“PORT MASTER CLASS” SIX INCREDIBLE PORTS, pairing with dark chocolates 70% cocoa from São Tomé e Príncipe

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“PAULO CRUZ CHOICE” LUXURY EXPERIENCE

Tasting Menu – Four Plates, pairing with four wines from Lisboa Region Master Class Port Tasting – Six Ports, pairing with dark Chocolates 70% Cocoa from São Tomé e Príncipe.

TASTING MENU BY CHEF HELDER DAMIÃO

PORTUGUESE FISH SOUP Pairing with Colares Malvasia 2014 Fundação Oriente (DOC Colares)

CODFISH (BRAISED CODFISH, CONFIT POTATO, CRISPY SMOKED HAM AND BELL PEPPER Pairing Morgado Sta. Catherina Arinto 2016 (DOC Bucelas)

SUCKLING PIG, CAULIFLOWER PURÉE, SPINACH AND ORANGE SAUCE, pairing with Colares Ramisco 2010 Fundação Oriente (DOC Colares)

PUDDING WITH REGIONAL APPLES, ALMOND CRUMBLE AND CINNAMON ICE CREAM, pairing with JMF Moscatel 20 years Old (DOC Moscatel de Setúbal)

“PORT MASTER CLASS” SIX INCREDIBLE PORTS, pairing with dark chocolates 70% cocoa from São Tomé e Príncipe

PORTO MESSIAS VERTICAL COLHEITAS 1947-2005 .

OS SINGLE YEAR TAWNY, REFLECTEM MAIS O ENVOLVIMENTO DO PROVADOR COM O VINHO. TODA A SUA EXPERIÊNCIA E ARTE VÃO-SE EXPRESSAR NO DIFÍCIL EQUILÍBRIO ENTRE JUVENTUDE E VELHICE; ENTRE DOÇURA E ACIDEZ E NO PERFEITO COMPLEMENTO ENTRE FRESCURA, INTENSIDADE, CONCENTRAÇÃO E COMPLEXIDADE DE UM GRANDE TAWNY.

O DR. JOSÉ VIGÁRIO E ANA URBANO, DERAM UMA LIÇÃO DE HUMILDADE, DE CONHECIMENTO PROFUNDO E REPRESENTAM O LEGADO DE UMA FAMÍLIA, CUJA REGRA MAIS IMPORTANTE É MANTER A CONSISTÊNCIA DO PRODUTO E O ESTILO DA CASA.

A DÉCADA DE 60 É UM LUXO PARA A MESSIAS…(63,65,66,67,68). NÃO EXISTEM MUITAS COMPANHIAS DE VINHO DO PORTO QUE TENHAM ESSE PRIVILÉGIO.

DOIS GRANDES PORTOS FORAM PROVADOS APÓS OS COLHEITAS…O AVÔ, ENGARRAFADO NOS ANOS 60 (TAWNY VERY OLD) E UM GARRAFEIRA, ENGARRAFADO NOS ANOS 50. DOIS PORTOS COM EFEITO DE REDUÇÃO QUE DESLUMBRARAM OS PRESENTES.









Garrafeira & Avô

QUINTA DO NOVAL NACIONAL

VERTICAL DESDE 1967-2016

UM DOS MAIS REPUTADOS, COBIÇADOS E CAROS VINHOS DO MUNDO É PRODUZIDO EM PORTUGAL. TRATA-SE DE DO NOVAL NACIONAL.

O VINHO É PRODUZIDO DESDE MEADOS DOS ANOS 20 DO SÉCULO PASSADO A PARTIR DE SEIS MIL PÉS DE VINHA PLANTADOS NUMA PEQUENA PARCELA DE TERRENO, COM CERCA DE 2 HECTARES.

QUINTA DO NOVAL NACIONAL…O VINTAGE QUE É UM LUXO!

ANTES DE TUDO, O PORTO DA NOVAL NACIONAL CONSEGUIU – DESDE QUE FOI CRIADO, EM MEADOS DOS ANOS 20 DO SÉCULO PASSADO, ATÉ HOJE – GARANTIR UMA QUALIDADE INTRÍNSECA SUPERLATIVA, RECONHECIDA POR PROVADORES, ENÓLOGOS E CRÍTICOS DE TODO O MUNDO. MAS UMA LENDA DA ENOLOGIA COMO ESTE VINTAGE NÃO SE CONSTRÓI APENAS DE SUBTIS EQUILÍBRIOS ENTRE OS MUITO E COMPLEXOS AROMAS E SABORES QUE O CARACTERIZAM OU DA SUA EXTRAORDINÁRIA CAPACIDADE DE EVOLUIR BEM EM GARRAFA DURANTE MUITAS DEZENAS DE ANOS.

FOI TAMBEM PELA HISTORIA QUE SE CONSTRUIU O SEU PRESTÍGIO . UMA HISTÓRIA INICIADA EM 1715, DATA DO PRIMEIRO REGISTO CONHECIDO DA QUINTA DO NOVAL QUE TEVE COMO PRIMEIROS PROPRIETÁRIOS A FAMÍLIA REBELLO VALENTE.

A PRE-HISTÓRIA DO NACIONAL COMEÇA A FAZER-SE NO ÚLTIMO TERÇO DO SÉCULO XIX, POR DESGRAÇADA OBRA DE UM MINÚSCULO INSECTO SUGADOR DE SEIVA QUE ARRASARIA GRANDE PARTE DAS VIDES PORTUGUESAS E EUROPEIAS, A “PHYLLOXERA VASTATRIX”, OU FILOXERA.

O BAR DO BINHO, TAMBÉM ENTRA NA HISTÓRIA DO QUINTA DO NOVAL NACIONAL PELAS VENDAS REALIZADAS A CLIENTES FAMOSOS…

EM 1999, JOHNNY DEPP ADQUIRE 4 GFS DE VINHO DO PORTO DE EXCELENTE QUALIDADE E DESEMBOLSA SEIS MIL EUROS. DUAS DESSAS GARRAFAS ERAM QUINTA DO NOVAL NACIONAL, OS VINTAGES E 1963 E 1994.

EM 2005 MARCO DE MORAIS, CRIADOR E PRINCIPAL ACCIONISTA DO PORTAL DA INTERNET BRASILEIRO ZIP.NET, UM DOS MAIORES DO PAÍS, QUE A PORTUGAL TELECOM COMPROU NO INICIO DE 2000 POR 365 MILHÕES DE EUROS, PAGOU TRÊS MIL EUROS POR UMA GF DE QUINTA DO NOVAL NACIONAL DE 1963.

ATÉ Á DATA JÁ FORAM VENDIDAS VÁRIAS GARRAFAS DE QUINTA DO NOVAL NACIONAL DE 1963, POR CINCO MIL EUROS.

PROVA DE VINHOS MADEIRA

PROVA COMENTADA POR PAULO CRUZ, DIANA SILVA E PAULO BENTO

ATÉ AS XIX!

Quando o silêncio diz tudo

Quando nos propusemos organizar uma prova de vinhos da Madeira do séc. XIX, sabíamos que não iríamos ter pela frente tarefa fácil, pois na memória ainda perdurava a brilhante lição teórico-prática com que o Ricardo Diogo nos tinha brindado no ano transato. Acrescia o fato de não sermos enólogos nem profissionais, apenas enófilos apaixonados. Mas foi isso sobretudo que nos deu gozo. Tentarmos dar o melhor de nós, sabendo que não somos perfeitos, mas que iríamos fazer o melhor que podíamos e sabíamos. Tentarmos não defraudar. E ficarmos, simplesmente, felizes por isso.

Esta teria que ser uma prova de amadores para amadores e amantes do(s) vinho(s).  Uma prova para os amigos que se fazem por causa do vinho, para os amigos que o vinho junta e para os amigos que se juntam pelo vinho.

Na sua génese, esta prova teria que ser uma festa, uma celebração, um momento para fazermos história (arriscamo-nos a dizer que, em Portugal continental, poucas vezes se juntaram na mesma sala e ao mesmo tempo tantos vinhos da Madeira do séc. XIX). Aquela tarde seria um momento para revisitar a História e para termos uma história para contar. Um momento para bebermos juntos. Um momento para sermos extravagantes. Um momento para sermos, como diz o Paulo Cruz, #maradosdatola!

A primeira etapa passou por escolher os vinhos, dentro dos lotes que tínhamos disponíveis. E criar depois um alinhamento que tentasse, na medida do possível, ser coerente. A ideia inicial assentava em partirmos dos vinhos mais secos para os mais doces e, dentro dos exemplares disponíveis de cada casta, organizá-los por ordem cronológica. Seria lógico! Racional! Se não estivéssemos a falar de vinhos do séc. XIX! E da Madeira!

Tudo isso caiu por terra quando abrimos e provámos os vinhos 6 dias antes da prova. Face à diversidade dos exemplares em prova, o alinhamento teria que ser feito de maneira a que um vinho não se perdesse no meio dos outros. Vinhos que per se brilhariam sempre, podiam correr o risco de serem ofuscados pelos seguintes ou pelos anteriores.

Não foi fácil. Tivemos que excluir um vinho de 1881 pelo seu caráter oxidativo. Se nos outros exemplares isto se revelava como uma virtude, neste em particular os defeitos sobressaíam, como se fosse um vinho que tivesse envelhecido por estufagem e os aromas aborrachados, desagradáveis e queimados dominassem toda a prova. Colocámos um Listrão depois de um Reserva de 1825. Um Frasqueira antes de um Solera. Um Terrantez depois de um Malvasia. Um Sercial a terminar. Tivemos que tomar decisões. E assumi-las, com toda a subjetividade inerente a uma escolha.

E chegou o 10 de Março. O dia em que a Madeira desceu uma vez mais a Seteais. Disfarçada de extravagante. Sedutora e altiva. Pronta a brilhar e a deixar marcas neste seu passeio por Sintra. E com ela veio a Diana e os seus conhecimentos da região, dos seus segredos, dos seus vinhos e das suas gentes. A nossa “muleta”, a nossa parceira, a nossa amiga. Preparada e entusiasmada. Sorridente e entusiasmante.

Antes de entrar na sala onde iria decorrer o evento, passei novamente pelo backstage. Fui cheirar os vinhos uma vez mais. Sorri para um funcionário que trabalha há mais de 40 anos no Hotel quando me disse que o perfume se sentia até às escadas. Relembrei o que o Ricardo Diogo me tinha transmitido sobre um Sercial de 1870. Pisquei o olho à Teresa e à Inês quando as vi compenetradas na tarefa que tinham em mãos. Observei a seriedade e o cuidado com que a Débora e o Carlos serviam as doses. Acenei com a cabeça ao Artur, enquanto ele tirava mais uma fotografia. Agradeci à Leonor quando pus o crachá ao peito. Dei um último abraço nervoso ao Paulo Cruz. Reganhei toda a confiança do mundo no sorriso da Diana. E entrei.

É bom estar na presença de amigos. Sabe bem entrar numa sala e ver pessoas que conheces há mais de 40 anos no meio de gente que veio de inúmeras partes de Portugal e até do Alaska “só” para isto. Sabe bem ir festejar com os amigos que te iniciaram nestas coisas do vinho e com as pessoas com quem provas hoje em dia. Sabe bem ver críticos reconhecidos e ilustres desconhecidos juntos, num momento de comunhão e de partilha. Sabe bem ver o nervosismo a desaparecer. Sabe bem gostar do vinho. Sabe bem gostar de vinho da Madeira.

Seria complicado estar agora a falar em pormenor de todos os vinhos, até porque cada pessoa terá interiorizado coisas diferentes. Quer queiramos quer não, a prova, apesar de ser feita em conjunto, é um prazer solitário. E o bom da subjetividade é que tudo é válido, porque é nosso. E nosso apenas.

Ficar-me-á para sempre na mente o Reserva 1825 Freitas & Irmão, por ter sido o vinho mais antigo que já bebi, a novidade de ter provado um Listrão do Porto Santo, a concentração e a opulência do Malvazia Reserva 1900 da Oliveiras, o caráter cítrico e fármaco do Verdelho 1850 da C.V.M, a envolvência e a finesse do Boal 1860 da Artur Barros e Sousa, a persistência salina do Leacock Sercial Solera 1860, a complexidade do Terrantez 1846 da Borges (impressionante como o nível sedutor de doçura e de “calor” do seu aroma é totalmente contradito ou complementado pela frescura da sua boca) e a chapada que se leva quando se prova o Torre Bela Sercial 1865.

Vão ficar-me na memória a defesa apaixonada da Madeira feita pelo Dr. Adelino Sousa e pela Diana Silva; as intervenções elucidativas do Manuel Moreira e do João Paulo Martins; a introspeção e os comentários apaixonados mas precisos da Valéria Zeferino; a “dificuldade” do Edgardo Pacheco em saber como iria transmitir o que estava a sentir aos seus leitores; o comentário do Skip Clary quando afirmou, em jeito de brincadeira, que havia mais ácido naquele Sercial de 1865 do que tinha havido em Woodstock, bem como a observação de um dos presentes referindo-se a uma garrafa como a senhora com quem gostaria de dormir e a outra como aquela com quem gostaria de casar.

Vou reter para sempre as conversas, a cumplicidade, a amizade com o Paulo Cruz e o voto de confiança dado. Os pensamentos, as preocupações, as dúvidas e a alegria do objetivo cumprido.

Mas sobretudo, ao observar as pessoas, extasiadas e contemplativas, como se se questionassem acerca do que estava a acontecer e do que lhes estava a acontecer, na memória ficará eternamente o silêncio do prazer.

PAULO BENTO

UM LEGADO DA REGIÃO DEMARCADA DO DOURO

Os Portos Brancos Velhos são símbolos do Douro Vinhateiro…na sua essência, singularidade, autenticidade e eternidade…na herança dos nossos antepassados que, perpetuaram deste modo toda uma região.

UM LEGADO DA REGIÃO DEMARCADA DO DOURO.

Falar destes vinhos e prová-los é um apelo e uma exercitacão à nossa memória, que se desenvolve e deslinda no nosso palato com uma complexidade de experiências intensas de aromas concentrados de elevada elegância e fineza, que invocam os nossos sentidos, tornando os momentos distintos e especiais.

Uma prova única e exclusiva com o intuito de reconhecer a arte de loteamento, vinificação, envelhecimento destes vinhos para que tenhamos a oportunidade e prazer de os apreciar…e assim , foi!

Uma Prova inesquecível…um alerta para o que são os Portos Brancos Velhos, uma categoria Especial de Vinhos do Porto que não tem medo de ser menores! …Porque o não são!

Parabéns aos 12 Magníficos …e a outros mais que não estiveram presentes.

DOIS ENÓLOGOS E DOIS PRODUTORES MARCARAM PRESENÇA…TORNANDO-A ESPECIAL E RESPEITADA

CARLOS ALVES (SOGEVINUS), JAIME COSTA (VASQUES DE CARVALHO)

ENG. JOSÉ GUEDES (QUINTA DE LAMELAS) E MÁRIO BRAGA (QUINTA DO MOURÃO)

Um agradecimento muito especial à CacaoDivine e ao Nuno Jorge pela fantástica harmonização com Chocolates…uma mais valia nesta Prova de grande qualidade, seis bombons de bradar os céus, só pecaram porque eram poucos!

(Azeite e Alho Negro, Caramelo Salgado, Açafrão e Laranja, Sete Especiarias; Yuzu e Shizo Green, Avelã e Framboesa)

Os grandes Protagonistas foram os Convivas…IT´S ALL ABOUT PEOPLE!

OLD & RARE WHITE PORTS MASTERCLASS